
Maior do Mundo
Tudo na vida tem um começo e um fim. Tudo. As coisas boas, as coisas ruins, os momentos de extrema felicidade e as profundas tristezas, o grande amor, aquela conquista gigante, tudo tem um começo e um fim. O ciclo de Muricy Ramalho no Maior do Mundo não poderia ser diferente.
Muricy foi muito vitorioso no São Paulo Futebol Clube, e como não ser, com toda a infra-estrutura que o clube provê, além dos fatores trabalhistas em dia, os únicos contra-tempos de Muricy era buscar as vitórias e lidar com o ego de cada jogador disponível no elenco. Eu compreendo Muricy Ramalho quando ele decidiu insistir em um jogador e noutro, mesmo porque, os jogadores fazem parte do patrimônio gigantesco do Mais Querido e o patrimônio deve ser valorizado. Hernanes e Jorge Wagner são dois exemplos do que vos escrevo..

São Paulinas são todas gostosas!
Alia-se a insistência em jogadores que estavam em baixa com jogadores que queriam ser titulares pois acreditavam que poderiam render mais causam um atrito gigantesco, e, com a lesão de Rogério Ceni que por este fato foi afastado do cotidiano do elenco e logo, não poderia acalmar os ânimos, incentivando a paciência dos jogadores pois para todos, uma hora chega a hora, todos estes fatores foram desgastando a relação de Muricy com todo o elenco. Pouco a pouco, o número de jogadores que eram realmente parceiros de confiança foi diminuindo. E mesmo os parceiros, não conseguiam se provar titulares da maior camisa que o futebol nacional já viu. E veio o declínio. E veio a queda.

Palestino diz: Fora câncer!!
Muricy é um dos grandes treinadores do futebol brasileiro, e o fato dele ter permanecido no comando de uma equipe brasileira por três anos e meio é sim muito fruto de sua honestidade, perseverança, bom carácter e trabalho. Muito trabalho. Eu no estádio pedi a cabeça de Muricy Ramalho. A Libertadores parecia um título fácil sem o Palmeiras no caminho, mas, o time extremamente defensivo com 3 zagueiros sendo que um destes zagueiros era o terrível Richarlyson, o câncer do tricolor, me tirou a paciência, e o futebol de marcação, de ponta-pés e de bolas lançadas à área, me tirou as esperanças. No caso das Libertadores, sua permanência foi um desastre.

Muricy sim é um vencedor!
Porém, como não falar dos três campeonatos Brasileiros vencidos em sequência, trazendo ao Maior do Mundo o único título tri-brasileiro, o único hexa-campeonato nacional, como esquecer destas conquistas heróicas que nos distanciaram ainda mais de nossos compatriotas no quesito grandiosidade? Como esquecer do rabugento Muricy batendo a mão no braço e dizendo que ali era trabalho. Como esquecer que com ele nós vivemos 3 anos seguidos ganhando o título máximo do futebol brasileiro?
Não dá! É MURICY!!!!!!
Espero que a memória do futebol e a memória do São Paulo Futebol Clube e seus torcedores guarde Muricy Ramalho como o técnico que nos trouxe o TRI-HEXA. Não o técnico que caiu em quatro libertadores seguidas. Que os Deuses do Futebol sejam generosos com Muricy.
Por isso, eu grito mais uma vez, e gritarei a próxima vez q for ao estádio:
ÉÉ MURICY!!!!!!! ÉÉ MURICY!!!!!!!

Isso aqui é trabalho porra!!! É MURICY!!!
Junho 23, 2009 às 1:23 pm
Cara, msm naum sendo Splino confesso q fico empolgado com um time como o Sp tão organizado e tudo mais. Só que mandando o Murici embora, o SP mostrou não estar no nivel acima como eu pensava que estava. Mas o futebol do Brasil é assim, resultados.